Química e filosofia – Da ideia à realização

Faculdade de ensino superior de cacoal

Química e filosofia – Da ideia à realização

12 de dezembro de 2018 Notícia 0

Química, a ciência que não tem meio-termo. Ou se ama ou se odeia!

Química, a ciência que não tem meio-termo. Ou se ama ou se odeia!

Parece radical, extremo, coisa de “xiita”, mas é assim que essa ciência é vista pela maioria esmagadora da sociedade brasileira (sejam acadêmicos, estudantes de ensino médio ou qualquer pessoa que pensa ou se limita a copiar outrem), pelo fato de ser complexa, rígida e o menor dos deslizes pode ter consequências devastadoras. O mundo atômico é um mundo cheio de mistérios, encantos, perigos (muitos) e glórias também.

A química é dentre as ciências naturais, a terceira a se desprender da mãe filosofia. Pegou carona na física e matemática. Com o espirito questionador da filosofia, criou sua base sólida e hoje é dentre as ciências naturais, a que mais cresce. É a ciência central. Esse termo já foi e ainda é usado por inúmeras bocas, a “ciência central”. A sua união com a matemática e física ajudou o homem a desvendar mistérios do universo conhecido e desconhecido, já quando se junta com a biologia, auxilia está a desvendar os mistérios da vida e da morte. A química é a espinha dorsal de muitas profissões do mundo moderno, principalmente da área de saúde. Mesmo que ela não apareça de forma explicita, sua influência está em todo o corpo da profissão. Quando se faz um exame, quando se produz um fármaco, quando se manipula um remédio, quando se desenvolve uma vacina, quando se prepara um soro caseiro… tudo isto é química. E hoje é impossível viver sem ela. IMPOSSÍVEL. A importância da química no mundo é tão grande, que ela já chegou a ser usada como parâmetro para medir o grau de desenvolvimento de uma nação. Quanto mais avançada fosse a sua indústria química, mais desenvolvida era a nação. E com base nesse critério, a Alemanha ocupou durante muitos anos o topo da pirâmide do desenvolvimento humano. Não é à toa que hoje a nação germânica, é a maior potência mundial quando o assunto é química. A indústria alemã e referência mundial, produzindo e sintetizando milhares de remédios, cosméticos e até alimentos. Por falar em remédios, remédios lembram farmácias, que lembram farmacêuticos. A maioria das pessoas hoje, tem uma ideia equivocada sobre a profissão do farmacêutico. A ideia de uma pessoa vestida de branco, atrás de um balcão lendo receitas e vendendo remédio, é um erro crasso! E o profissional que se deixar levar por essa ideia limitada da própria profissão, cairá na mesma armadilha persa. O farmacêutico moderno é um profissional por excelência em “química humana”, diferente em vários aspectos do próprio químico, o farmacêutico precisa estar atento a química e humanidade. Sua obra deve vibrar na mesma frequência que as necessidades humanas. E uma coisa todos devem estar cientes; a produção de um fármaco exige muito conhecimento em química orgânica. Esse ramo da química, a química do carbono, é hoje o ramo da química que mais evolui e se espalha pelo mundo. Embora seja dentre os ramos da química, um dos mais fáceis, a sua manipulação nem sempre o é. Existe uma diferença entre o livro e o laboratório. Muitas das moléculas estudadas em uma lousa branca, são verdadeiros labirintos quando se tenta transferi-las para o “Erlen Meyer”. A química orgânica existe desde muito tempo. Desde os alquimistas, desde os primeiros filósofos naturais. Já a química orgânica como a conhecemos hoje, não é tão velha assim… ela data do século XIX. No século XIX, a Química Orgânica foi descrita como a química dos compostos encontrados nos seres vivos, enquanto a Química Inorgânica seria a ciência dos compostos presentes no reino mineral. Assim, em 1807, Jöns Jakob Berzelius, propôs a teoria da força vital (ou Vitalismo), propondo que apenas os seres vivos seriam capazes de produzir substâncias orgânicas, de modo que tais substâncias jamais poderiam ser sintetizadas, ou seja, produzidas artificialmente.

No entanto, em 1828, o Químico Alemão (para variar), Fredrich Wöhler conseguiu sintetizar a ureia (composto orgânico presente na urina e no suor de animais), a partir do aquecimento de um composto inorgânico, o cianeto de amônio (a semente da “Jihad” estava plantada).

Um antigo sonho de alquimista, renasceu das cinzas do carbono. No mundo contemporâneo, a indústria farmacêutica está entre as que mais lucram com a manipulação de drogas e vacinas e para a produção de todo e qualquer medicamento, seja ele, um simples analgésico a base de acetilsalicílico ou um dos remédios do coquetel contra o HIV, o conhecimento em química orgânica é mais que fundamental. Ele é vital. O mundo de hoje só foi possível graças a ciência, seja ela química, física, matemática ou biologia. O átomo de Demócrito (Grécia), passou por várias mudanças até chegar as ondas de Schröedinger (Áustria). Sempre que acordamos e tomamos nosso banho, estamos fazendo uso de produtos feitos pela química orgânica, sabonete, xampu, creme dental. Ao abrir uma garrafa de refrigerante, vestir a camisa do time de futebol, tudo isso é produto da química orgânica. Depois de tudo isso, você consegue imaginar o mundo sem a química?

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Créditos: Prof.: Esp. José Eleandro da Silva Costa

Licenciado em Química pela Universidade Federal de Rondônia – UNIR

Pós graduado em Docência do Ensino Superior pela Faculdade de Rondônia – FARO

Docente na Faculdade de Ensino Superior de Cacoal – FANORTE

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